Catolicismo Liturgia Gregoriana O Ciclo de Natal - II. O Tempo de Natal

30 de jan. Sta. Martinha, V. M. † 226

O imperador Alexandre Severo (222-235) planejava exterminar os Galileus (cristãos). Conhecendo a formosura, nobreza e bondade da jovem Martinha, tudo fez para afastá-la da religião cristã, oferecendo-lhe a dignidade de Imperatriz, caso se decidisse sacrificar a Apolo. Martinha recusou e Severo ordenou que se despejasse banha fervente sobre seu corpo e a entregassem às chamas. Uma grande chuva apagou a fogueira. Decidiram martirizá-la a fio de espada. Martinha aceitou a sentença com submissão e gratidão para com Deus. Espontaneamente ofereceu a cabeça ao algoz, que a fez entrar nas eternas núpcias do Senhor Jesus.

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Célebre Santa e uma das padroeiras de Roma, filha de família cristã distinta. Após seu martírio, os cristãos apoderaram-se clandestinamente do corpo da Santa e sepultaram-no com todas as honras. As relíquias de Santa Martinha foram encontradas em 1634 e acham-se hoje na Igreja do mesmo nome, a qual se ergue perto do arco do triunfo de Severo.

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Catolicismo Leituras Espirituais

Sois cristão?

É necessário aprender a doutrina ensinada por Jesus Cristo, e cometem falta grave aqueles que se descuidam de aprendê-la

"Primeiros Cristãos em Kiev", de Vasily Perov (1834-1882), pintura que ilustra encontros clandestinos de cristãos em Kiev pagã. Fonte: http://lj.rossia.org/users/john_petrov/431059.html
“Primeiros Cristãos em Kiev”, de Vasily Perov (1834-1882), pintura que ilustra encontros clandestinos de cristãos em Kiev pagã. Fonte: http://lj.rossia.org/users/john_petrov/431059.html

1) Sois cristão?
– Sim, sou cristão pela graça de Deus.

2) Por que dizeis pela graça de Deus?
Digo pela graça de Deus porque ser cristão é um dom totalmente gratuito de Deus nosso Senhor, que não poderia merecer.

3) Quem é verdadeiro cristão?
Verdadeiro cristão é aquele que é batizado, crê e professa a doutrina cristã e obedece aos legítimos pastores da Igreja.

4) Que é a doutrina cristã?
A Doutrina Cristã é a doutrina que Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou, para nos mostrar o caminho da salvação.

5) É necessário aprender a doutrina ensinada por Jesus Cristo?
Certamente é necessário aprender a doutrina ensinada por Jesus Cristo, e cometem falta grave aqueles que se descuidam de aprendê-la.

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29 de jan. S. Francisco de Sales, B. C. Dr. † 1622

Os milagres com que Deus glorificou o túmulo do seu servo Francisco de Sales, são numerosos. O próprio Papa Alexandre VII, que em  1665 inseriu o nome de Francisco no catálogo dos Santos, por sua intercessão viu-se livre de um mal incurável. A bula da canonização enumera, entre os milagres provados e documentados, a cura de um cego de nascimento, de quatro paralíticos e a ressurreição de dois mortos. 

São Francisco de Sales oferecendo seu coração à Virgem Maria com Santa Joana Francisca de Chantal. Atualmente na Catedral de Saint-Siffrein, em Carpentras, no distrito de Vaucluse, França.
São Francisco de Sales oferecendo seu coração à Santíssima Virgem juntamente com Santa Joana Francisca de Chantal. Obra atualmente preservada na Catedral de Saint-Siffrein, em Carpentras, no distrito de Vaucluse, França.

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28 de jan. S. Pedro Nolasco, C. † 1256

 Em primeiro de agosto de 1223, Pedro teve uma revelação da Santíssima Virgem que se mostrava satisfeita pelo bem que fizera aos cristãos, ao mesmo tempo em que dava-lhe a ordem de fundar uma congregação com a finalidade da redenção dos cativos pelos Mouros. Pedro comunicou este fato a São Raimundo de Penaforte, seu confessor e ao Rei Jaime. Grande foi sua surpresa quando deles soube, que ambos, na mesma noite, haviam tido a mesma aparição. Fundou a Ordem dos Mercedários.

PedroNolascoFranciscoDeZurbaran
Visão de S. Pedro Nolasco, óleo sobre tela de Francisco de Zurbarán (1598–1664). Concluído cerca de 1629. http://www.museodelprado.es/uploads/tx_gbobras/P01236.jpg

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27 de jan. S. João Crisóstomo, B. C. Dr. † 407

Movido pela caridade com o próximo, São João Crisóstomo repreendia com vigor os defeitos, faltas e vícios entre os cristãos. Essa postura lhe gerou inimizades e perseguições. Mas seu objetivo sempre foi o de lutar contra o pecado e implantar bons costumes no seio da família cristã. A exemplo de Jesus, excerceu sua autoridade para combater objetivamente pecados, abusos e vícios, ainda que sofrendo duras consequências por isso.

JoaoCrisostomo
O imperador bizantino Nicéforo III recebe um livro de sermões de João Crisóstomo, o arcanjo Miguel está à sua esquerda. Em Homélies de Jean Chrysostome, luminura entre 1074 e 1081. Bibliothèque nationale de France Manuscrito Coislin 79 folio 2 verso.

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26 de jan. S. Policarpo, B. M. † 155

Apresentado ao governador de Smirna, este lhe perguntou se era Policarpo e ordenou-lhe que abjurasse a religião e injuriasse a Cristo. Policarpo respondeu: “Sim, sou Policarpo. Oitenta e seis anos são que completo no serviço de Jesus Cristo e Ele nunca me fez mal algum; como poderia injuriá-lo? Ameaças com um fogo que arde por algum tempo, para depois se apagar e nada sabes daquele fogo eterno, que é preparado para os ímpios. Não percas tempo!  Faze o que quiseres. Sou cristão e não abandonarei a Cristo”.

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Catolicismo Leituras Espirituais

Quando o lírio imaculado põe as suas raízes em uma alma, produz frutos de santidade

Um hino ao Ssmo. Sacramento terminava a cerimônia mariana. No momento da bênção todos os presentes ajoelharam-se; Hermann ficou de pé, de cabeça erguida e fixou friamente a Hóstia colocada no ostensório. Inesperadamente, como se um peso invisível gravasse sobre seus ombros, curvou os joelhos, inclinou a cabeça, enquanto no seu íntimo experimentava uma espécie de remorso… Chorar as próprias culpas perante Deus é cancelá-las.

Campanario

Quando o lírio imaculado põe as suas raízes em uma alma, produz frutos de santidade. (S. Luis Maria Grignion de Montfort: Tratado da Verdadeira Devoção)

Maio de 1847. Em Paris, um grupo de amantes da música, ofereceu-se para cantar os hinos de Maria na igreja de Santa Clotilde (Então Igreja de Santa Valéria). O Príncipe de Moscou, que era o chefe deste grupo de artistas, pediu a Hermann, o célebre pianista, que o substituísse na direção do coro.

Hermann era judeu, mas como se tratava de música, pouco lhe importava o objetivo e o lugar do concerto; ele que tinha recebido aplausos e triunfos de todos os países da Europa, consentiu em cantar também para Maria, a Mãe.

No dia fixado, foi à Igreja e louvou com esplêndidos acordes, Aquela cujo Filho os judeus crucificaram; mas cantou como artista, não como cristão.

Maria é mãe: mãe de Deus antes de tudo, e mãe dos homens, de todos os homens e portanto também dos judeus; e esta mãe é toda bondade; as notas do artista, embora privadas de acento filial e sobrenatural, não ficaram apenas nos ouvidos da Virgem, mas desceram até seu coração e do coração da mãe chegaram ao coração do filho. Aconteceu o que sempre acontece e acontecerá: tudo o que se faz por Maria, ela o leva a Jesus e acompanha sua oferta com uma oração por aquele que a faz; Jesus ouve sempre Maria. A prova?

Um hino ao Ssmo. Sacramento terminava a cerimônia mariana. No momento da bênção todos os presentes ajoelharam-se; Hermann ficou de pé, de cabeça erguida e fixou friamente a Hóstia colocada no ostensório.

Inesperadamente, como se um peso invisível gravasse sobre seus ombros, curvou os joelhos, inclinou a cabeça, enquanto no seu íntimo experimentava — como ele mesmo contou depois — uma espécie de remorso.

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25 de jan. Conversão de S. Paulo, Ap.

“Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Saulo disse: Quem és, Senhor? Respondeu ele: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. [Duro te é recalcitrar contra o aguilhão. Então, trêmulo e atônito, disse ele: Senhor, que queres que eu faça? Respondeu-lhe o Senhor:] Levanta-te, entra na cidade. Aí te será dito o que deves fazer”. (At 9,4-6)

A Conversão de São Paulo. Caravaggio (1573-1610), óleto sobre tela, cerca de janeiro de 1600. Odescalchi Balbi Collection. Roma
A Conversão de São Paulo. Caravaggio (1573-1610), óleto sobre tela, cerca de janeiro de 1600. Odescalchi Balbi Collection. Roma

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24 de jan. S. Timóteo, B. M. † I. séc.

Discípulo e amigo de S. Paulo, a quem o apóstolo dos gentios lhe dirigiu duas cartas (Epístolas) e lhe devotou grande amizade. Foi martirizado desempenhando a missão de Bispo de Éfeso.

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Ordenação de S. Timóteo por S. Paulo.

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Atualidades Catolicismo

A mentalidade revolucionária só se combate com o decidido propósito de santificação pessoal

É preciso escolher entre ser santo e subir de cabeça erguida com o Cordeiro a montanha do Gólgota, ou então, em troca de conforto, segurança e — sempre por um pouco mais de fugidios prazeres — continuar lambendo o látego do “Príncipe deste mundo”

“Pois o escravo, que foi chamado pelo Senhor, conquistou a liberdade do Senhor” (ICor 7,22).

Perfeita Devoção


Hamlet
O crucial dilema de Hamlet, sempre atual. até o fim dos tempos: “Ser, ou não ser”? Lutar ou ceder? Resistir ou conformar? O martírio ou a traição? O tudo ou o nada? A santidade ou a corrupção? Sacrificar-se ou corromper-se?

O propósito único desse nosso breve exílio na terra é aproveitar a oportunidade concedida para exercermos nosso livre arbítrio e, conforme o plano de salvação já antecipado pelo Criador no limiar do Jardim do Éden, consciente e deliberadamente escolhermos uma das duas irrevogáveis propostas que definem, desde já, o destino eterno de nossa alma:

a) acolhermos radicalmente a Verdade que se configura na pessoa de Jesus Cristo, Nosso Senhor, unindo-nos ao seu supremo sacrifício oferecido como penhor pela dívida que desgraçadamente contraímos ao preferirmos nós mesmos a Deus — dívida alta demais para ser paga somente com nossos próprios méritos, esforços ou forças;

b) aceitarmos a oferta do “Príncipe deste mundo”, que em nome da liberdade e da rebeldia propõe a recusa à primeira alternativa, sedutoramente oferecendo-nos a escravidão ao seu reino totalitário, onde, servilmente, seus súditos aprendem voluntariamente a oferecer o dorso para o seu látego implacável e, sempre em troca de segurança, conforto e por um pouco mais de fugidios prazeres dos sentidos, a implorar sofregamente por mil cadeias de servidão.

 

Assim, de um lado, temos a unicidade da Sagrada Escritura que culmina no Evangelho de Jesus Cristo, na sua Igreja erigida sobre a “pedra”, sobre seus sacramentos de salvação e misericórdia concretizados no tempo e na história a convidar-nos à obediência e serena confiança aos desígnios de amor do Criador, com vistas à eternidade e à glória.

Do outro lado, temos a eterna e multiforme Gnose do “Príncipe” nas incontáveis heresias e utopias revolucionárias, incitando-nos à rebelião e à utópica construção de um reino dissociado da unidade da Criação.

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