Os demônios creem e estremecem diante da presença real de Jesus na Eucaristia

Uma reflexão a partir do roubo de uma hóstia consagrada por um grupo de satanistas

LatinMass

“A antiga missa em latim era celebrada “ad orientem”, ou seja, voltada em direção ao oriente litúrgico. Ao chegar a hora da consagração, o sacerdote se inclinava com os antebraços sobre o altar, segurando a hóstia entre os dedos. Naquele dia, eu pronunciei as veneráveis palavras da consagração em voz baixa, mas de modo claro e distinto: “Hoc est enim Corpus meum” [Este é o meu Corpo]. O sino tocou enquanto eu me ajoelhava. Atrás de mim, no entanto, houve algum tipo de perturbação; uma agitação ou sons incongruentes vieram dos bancos da parte da frente da igreja, logo às minhas costas, um pouco mais para a minha direita”.

ALETEIA  – Pe. Charles Pope |  Alguns anos atrás, eu escrevi sobre uma experiência incomum que tive ao celebrar a santa missa: uma pessoa, atormentada pela possessão demoníaca, saiu correndo para fora da igreja no momento da consagração. Voltarei a falar deste caso um pouco mais adiante.

Eu me lembrei do fato nos últimos dias em face das atuais notícias de que um culto satânico da cidade de Oklahoma (EUA) roubou uma hóstia consagrada de uma paróquia e anunciou que a profanaria durante uma “missa negra”, a realizar-se neste mês de setembro. O arcebispo de Oklahoma, dom Paul Coakley, entrou com uma ação judicial para impedir o sacrilégio e exigir que o grupo devolvesse a propriedade roubada da Igreja. Dom Coakley ressaltou, no processo, que a hóstia seria profanada dos modos mais vis imagináveis, como oferenda feita em sacrifício a Satanás.

O porta-voz do grupo satânico, Adam Daniels, declarou: “Toda a base da ‘missa’ [satânica] é que nós pegamos a hóstia consagrada e fazemos uma ‘bênção’ ou oferta a Satanás. Nós fazemos todos os ritos que normalmente abençoam um sacrifício, que é, obviamente, a hóstia corpo de Cristo. Então nós, ou o diabo, a reconsagramos…”.

À luz do processo judicial, o grupo devolveu à Igreja a hóstia consagrada que tinha roubado. Graças a Deus.

Mas você notou o que o porta-voz satânico atestou sobre a Eucaristia? Ao falar do que seria oferecido em sacrifício, ele disse: “…que é, obviamente, a hóstia corpo de Cristo”.

Por mais grave e triste que seja este caso (e não é o primeiro), esses satanistas explicitamente consideram que a Eucaristia católica É o Corpo de Cristo. Pelo que eu sei, nunca houve tentativas de satanistas de roubar e profanar uma hóstia metodista, ou episcopaliana, ou batista, ou luterana, etc. É a hóstia católica o que eles procuram. E nós temos uma afirmação da própria escritura que garante: “Até os demônios creem e estremecem” (Tiago 2,19).

Em outra passagem, a escritura nos fala de um homem que vagava em meio aos túmulos e era atormentado por um demônio. Quando viu Jesus, ainda de longe, correu até Ele e o adorou (Marcos 5,6). O evangelho de Lucas cita outros demônios que saíam de muitos corpos possuídos e gritavam: “Tu és o Filho de Deus!”. Mas Jesus os repreendia e não os deixava falar, porque sabiam que Ele era o Cristo (Lc 4,41-42).

De fato, como pode ser atestado por muitos que já testemunharam exorcismos, há um poder maravilhoso na água benta, nas relíquias, na cruz do exorcista, na estola do sacerdote e em outros objetos sagrados que afugentam os demônios. Mesmo assim, muitos católicos e não católicos minusvaloram esses sacramentais (assim como os próprios sacramentos) e os utilizam de qualquer jeito, com pouca frequência ou sem frequência alguma. Há muita gente, inclusive católicos, que os consideram pouco importantes. Mas os demônios não! Vergonhosamente, os demônios, às vezes, manifestam mais fé (ainda que cheia de medo) que os crentes que deveriam reverenciar os sacramentos e os sacramentais com fé amorosa. Mesmo o satanista de Oklahoma reconhece que Jesus está realmente presente na Eucaristia. É por isso que ele procura uma hóstia consagrada, ainda que para fins tão nefastos e perversos.

Tudo isso me leva de volta ao caso real que eu descrevi já faz um bom tempo. Apresento a seguir alguns trechos do que escrevi há quase quinze anos, quando eu estava na paróquia de Santa Maria Antiga [Old St. Mary, na capital norte-americana] celebrando a missa em latim na forma extraordinária. Era uma missa solene. Não seria diferente da maioria dos domingos, mas algo muito impressionante estava prestes a acontecer.

Como vocês devem saber, a antiga missa em latim era celebrada “ad orientem”, ou seja, voltada em direção ao oriente litúrgico. Sacerdote e fiéis ficavam todos de frente para a mesma direção, o que significa que o celebrante permanecia, na prática, de costas para as pessoas. Ao chegar a hora da consagração, o sacerdote se inclinava com os antebraços sobre o altar, segurando a hóstia entre os dedos.

Naquele dia, eu pronunciei as veneráveis palavras da consagração em voz baixa, mas de modo claro e distinto: “Hoc est enim Corpus meum” [Este é o meu Corpo]. O sino tocou enquanto eu me ajoelhava.

Atrás de mim, no entanto, houve algum tipo de perturbação; uma agitação ou sons incongruentes vieram dos bancos da parte da frente da igreja, logo às minhas costas, um pouco mais para a minha direita. Em seguida, um gemido ou resmungo. “O que foi isso?”, perguntei a mim mesmo. Não pareciam sons humanos, mas grasnidos de algum animal de grande porte, como um javali ou um urso, junto com um gemido plangente que também não parecia humano. Eu elevei a hóstia e novamente me perguntei: “O que foi isso?”. Então, silêncio. Celebrando no antigo rito da missa em latim, eu não podia me virar facilmente para olhar. Mas ainda pensei: “O que foi isso?”.

Chegou a hora da consagração do cálice. Mais uma vez eu me curvei, pronunciando clara e distintamente, mas em voz baixa, as palavras da consagração: “Hic est enim calix sanguinis mei, novi et aeterni testamenti; mysterium fidei; qui pro vobis et pro multis effundetur em remissionem pecatorum. Haec quotiescumque feceritis in mei memoriam facietis” [Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, o mistério da fé, que será derramado por vós e por muitos para a remissão dos pecados. Todas as vezes que fizerdes isso, fazei-o em memória de mim].

Então, ouvi mais um ruído, desta vez um inegável gemido e, logo em seguida, um grito de alguém que clamava: “Jesus, me deixe em paz! Por que me tortura?”. Houve de repente um barulho que lembrava uma briga e alguém correu para fora a um som de gemidos, como de quem tivesse sido ferido. As portas da igreja se abriram e em seguida fecharam. Depois, o silêncio.

Consciência – Eu não podia me virar para olhar porque estava levantando o cálice da consagração. Mas entendi no mesmo instante que alguma pobre alma atormentada pelo demônio tinha se visto diante de Cristo na Eucaristia e não tinha conseguido suportar a sua presença real, exibida perante todos. Ocorreram-me as palavras da escritura: “Até os demônios creem e estremecem” (Tiago 2,19).

Arrependimento – Assim como Tiago usou aquelas palavras para repreender a fé fraca do seu rebanho, eu também tinha motivos para a contrição. Por que, afinal, um pobre homem atormentado pelo demônio era mais consciente da presença real de Cristo na Eucaristia e ficava mais impactado com ela do que eu? Ele ficou impactado em sentido negativo e correu para longe. Mas por que eu não me impactava de forma positiva com a mesma intensidade? E quanto aos outros crentes, que estavam nos bancos? Eu não tenho dúvidas de que todos nós acreditávamos intelectualmente na presença eucarística. Mas há algo muito diferente e muito mais maravilhoso em nos deixarmos mover por ela na profundidade da nossa alma! Como é fácil bocejarmos na presença do Divino e nos esquecermos da presença milagrosa e inefável, disponível ali para todos nós!

Quero deixar registrado que, naquele dia, há quase quinze anos, ficou muito claro para mim que eu tinha nas minhas mãos o Senhor da Glória, o Rei dos Céus e da Terra, o Justo Juiz e o Rei dos reis da terra.

Será que Jesus está realmente presente na Eucaristia?

Até os demônios acreditam!

Concílio Vaticano II e as duas mulheres do Apocalipse: A “Mulher vestida de sol” e a “grande prostituta”

A Sagrada Escritura, no livro do Apocalipse, nos capítulos 12 e 17 faz menção a duas mulheres respectivamente: a “Mulher vestida de sol” que foge para o deserto e uma outra, a “grande Prostituta” que, vestida de escarlate, embriaga-se com o sangue dos mártires e fornica com os poderosos da terra.

A Prostituta da Babilônia, gravura russa do século XIX.

A Prostituta da Babilônia, gravura russa do século XIX.

A Sagrada Escritura menciona que antes que venha o “ímpio”, o “adversário”, primeiramente virá a “apostasia”, ou seja, o generalizado abandono da verdadeira Fé:

“Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus”. (2Ts 2,3-4).

A Sagrada Escritura também adverte que há algo, um obstáculo que impede ou retém a vinda do ditador planetário:

“Agora, sabeis perfeitamente que algo o detém, de modo que ele se manifestará a seu tempo”. (2Ts 2,6).

Nas interpretações de muitos teólogos esse “algo”, esse “obstáculo” que detém o anticristo é a figura de um homem que, a serviço de Deus e por Ele sustentado, confirma a verdadeira Fé no mundo hostil à religião, combatendo e denunciando as imposturas e investidas do “ímpio”. Esse homem, essa figura humana frágil que representa o próprio Cristo na terra e em nome dEle exerce seu magistério é a “pedra”, é Pedro, o “vigário de Cristo”, o Papa, o Sumo Pontífice da Igreja contra a qual “as portas do inferno não prevalecerão” (Mt 16,18).

Por outro lado, a Sagrada Escritura, no livro do Apocalipse, nos capítulos 12 e 17 faz menção a duas mulheres respectivamente: a “Mulher vestida de sol” que foge para o deserto e uma outra, a “grande Prostituta” que, vestida de escarlate, embriaga-se com o sangue dos mártires e fornica com os poderosos da terra.

Muitos teólogos veem na “Mulher vestida de sol” a imagem da Santíssima Virgem e da própria Igreja fiel, desde que ambas oferecem Cristo ao mundo. Mas, nesses tempos de grandes tribulações, vê-se perseguida pelo “dragão” (Satanás) e é obrigada a “fugir para o deserto”. Já a “grande prostituta”, assentada sobre “povos e multidões, nações e línguas” prefigura a imagem de uma falsa Igreja dispensadora de uma falsa doutrina meramente humanista, eminentemente social e política, mancomunada com os poderosos da terra e seus interesses imanentistas.

Ambas se confundem, porque não há clara distinção entre uma e outra, senão o fato de que a “prostituta”, a falsa igreja, para levar adiante seu pacto com os reis da terra, persegue cruelmente a verdadeira Igreja, composta, então, nos últimos dias, de um “pequeno resto” de almas que guardarão a verdadeira Fé, a custo de imenso sofrimento até o extremo do martírio.

Com essas observações em mente, é urgente refletir sobre a radical mudança que se operou no seio da Igreja Católica na década de sessenta, quando se realizou o Concílio Vaticano II, que resultou numa radical ruptura em sua eclesiologia e cujo declarado objetivo foi “abrir a Igreja ao mundo”, adaptando-a ao soberbo e secularizado homem moderno, o homem das “luzes”, agora emancipado de seu Criador, mas contraditoriamente escravizado às suas desordenadas paixões, debilmente submisso aos autoritários e dissolventes ditames da nova civilização pós-cristã.

“Jesus muçulmano”? Mais um fruto podre do falso ecumenismo

Si Si No No – 31 de janeiro de 2015

muslimCapela Santa Maria das Vitórias | Em uma igreja desta pobre Itália dia 1º de janeiro o sacerdote local, na homilia para celebrar a jornada da paz (como se faz a cada ano desde o pontificado de Paulo VI), citou um livro escrito por um “missionário” na Turquia sobre as boas relações entre muçulmanos e os pouquíssimos católicos daquela terra.

Eis o fato. Os missionários têm uma bela igreja, visitada pelos turistas de todas as religiões. Uma manhã chega um grupo de meninos, todos muçulmanos, acompanhados pela professora deles. Visitam a igreja. Explica-lhes tudo. Depois deixa-se entrevistar pelos meninos desejosos de mais informações.

Um deles diz: “No Corão também se fala de Jesus: para nós é um profeta que viveu antes de Maomé”. O missionário: “Oh, certamente! Jesus é um profeta também para nós. Logo, podemos ser amigos”. O menino: “Mas Maomé superou Jesus”. Silêncio. Depois o menino continua: “É verdade que Jesus, no fim do mundo, se fará muçulmano?”.

O missionário pergunta: “Mas tu sabes que significa ser muçulmano?”. O menino: “Muçulmano, “muslin”, significa submisso, submisso a Deus, a Alá”. O padre: “Ó meu caro, quem é mais submisso a Deus que Jesus? Ele é em tudo submisso a Deus; portanto, vós sabeis que é como se fosse muçulmano”.

Os meninos partiram satisfeitos com essas palavras: agora sabem que Jesus é como eles, já é um convertido ao Islão. Vejam que vitória para eles!

O padre, depois de ter lido o episódio do livro do missionário na Turquia, comenta: “Vejam como é possível haver entendimento, como se pode promover a paz. Como se pode ser amigo, em comunhão entre nós. Basta o entendimento”.

Os fieis presentes à missa estão perplexos. Alguns saem da igreja, como o subscrito. Outros entreolham-se estarrecidos. Nosso Senhor Jesus, o Filho unigênito de Deus feito homem para redimir-nos e merecer-nos a graça divina e o paraíso, o único Salvador do mundo – ouvi, ouvi!- converteu-se em muçulmano!

Mas isto é uma blasfêmia, seja quem for que a diga. Em outros tempos, um padre assim teria sido despachado, segregado de qualquer contato com a grei dos fieis de Jesus Cristo, para não lhes fazer maior dano.

Hoje, ao contrário, é normal dizer blasfêmias desse jaez do púlpito. Não há palavras para comentar. São os frutos podres do ecumenismo. Estamos em pleno sincretismo, em plena apostasia. Tal missionário e tal padre deveriam ser denunciados. Mas a quem? Quem hoje intervirá para conter desastre permanente a que assistimos?

No entanto, cumpre levantar a voz! Fazer sentir que ao menos um “pequeno resto” de católicos não aceita que Jesus, o Homem-Deus, Ele que é a única Verdade, a única Via, a única Vida e “ninguém vai ao Pai senão por Ele (Jo. 14, 6). Não há outro nome, afora o Nome de Jesus, dado aos homens, pelo qual sejamos salvos” (At. 4, 12): palavra de Pedro, o primeiro papa, ainda em Jerusalém, quando não era “bispo de Roma”.

Caro SISINONO, guardemos a fé e e abracemo-nos à cruz de Jesus, sem jamais a deixar. Se outros o destronaram até esse ponto, nós queremos coroá-lo da glória divina, que só Ele merece.

Carta assinada.

Nota do tradutor. Esta maravilhosa carta, inspirada na mais pura fé católica e mais ardorosa caridade, mostra-nos claramente os frutos do Vaticano II (Nostra Aetate) e do “espírito de Assis”. Certamente, o missionário e o padre a que alude o missivista seguiram o exemplo de João Paulo II que beijou o Corão.

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Fonte: Capela Santa Maria das Vitórias

“Reforma Política” encabeçada pela CNBB não passou por deliberação da Assembléia dos Bispos.

Comissão de leigos ouviu os bispos e constatou que, de fato, a “reforma política” da Coalisão encabeçada pela CNBB (reforma esta de interesse do PT) não é consenso entre os bispos.

Por Prof. Hermes Rodrigues Nery | Fratres in Unum.com: Estivemos em Aparecida (SP), na sexta-feira, 17 de abril, onde pudemos ouvir, conversar e dialogar com vários bispos que participam a 53ª assembleia da CNBB.

Explicamos aos bispos que a “reforma política” proposta pela Coalisão encabeçada pela CNBB visa consolidar o projeto de poder do PT, com a implantação do socialismo no Brasil, em conformidade com as diretrizes do PT e do Foro de São Paulo.

Depois de conversar com vários bispos, constatamos que:

  1. O tema da “reforma política” não é consenso entre os bispos.
  2. O apoio à Coalisão não foi deliberado em assembleia, mas apenas decisão do Conselho Permanente.
  3. Há muitos bispos desinformados do assunto e que se interessaram em obter mais dados sobre o tema.
  4. Conseguimos o apoio de vários bispos que irão aprofundar o tema com os demais ainda durante a assembleia.

Entregamos aos bispos uma carta expondo o conteído da petição pública pedindo a retirada da CNBB ao apoio a esta reforma política da Coalisão, com o seguinte teor:

“Nós, CATÓLICOS, pertencentes ao Movimento LEGISLAÇÃO E VIDA, e membros de pastorais em nossas respectivas paróquias, vimos a presença de Vossas Excelências Reverendíssimas para solicitar que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) imediatamente RETIRE o seu apoio da proposta de reforma política apresentada pela “Coalizão pela Reforma Política Democrática” na forma de um projeto de lei de iniciativa popular (Cf. [http://www.reformapoliticademocratica.org.br/conheca-o-projeto/]). Exigência fundamentada nos motivos aqui resumidamente expostos.

A CNBB está empenhada em recolher assinaturas de católicos para legitimar uma proposta de reforma política com ítens absolutamente contestáveis. (1) A proibição do financiamento de campanha por empresas, termo que apresenta um componente ideológico escandaloso, excluindo as empresas – representadas por seus proprietários – de se posicionarem em um plano da vida pública que é determinante para o exercício de suas atividades. (2) Eleições proporcionais em dois turnos, processo que, ao contrário da economia advogada no projeto, geraria um gasto mostruoso de recursos públicos. (3) Paridade de gênero, com o estabelecimento descabido do sexo – e não da competência e qualificação – como critério para pleitear o exercício de um mandato político.

Mas o elemento que definitivamente compromete o apoio da CNBB à proposta de reforma política é (4) o fortalecimento dos mecanismos de “democracia direta”. Trata-se de uma forma de inserir a “sociedade civil” nas decisões que envolvem “questões de grande relevância nacional”, colocando-a na elaboração e na condução de plebiscitos e referendos (Cf. Art. 3A e 3B, 8A, p. 18). Acontece que a “sociedade civil” será representada – não pelo cidadão comum -, mas por uma série de organizações e “movimentos sociais” como MST, CUT, UNE, CTB, UBM, CONTAG, ABONG, etc. Estes grupos – que assinam a proposta de reforma política com a CNBB – serão inseridos nas instâncias decisórias da vida pública e eles irão definir quais são as “questões de grande relevância nacional”. Grupos que contrariam frontalmente os princípios e orientações da Igreja Católica: disseminam a luta de classes; promovem atividades criminosas contra o patrimônio público e privado; estão comprometidos com a ideologia de gênero; exigem a legalização das drogas e a implantação definitiva do ABORTO – do ASSASSINATO DE CRIANÇAS – no Brasil.

Nota-se, claramente, que o projeto maquia um consórcio para administrar as “questões de grande relevância nacional” e realizá-las. Não só no âmbito político, mas social e comportamental. Um esquema de concentração de poder que se mostra ainda mais pernicioso quando se traça a ligação dos grupos e “movimentos sociais” envolvidos, que são controlados e financiados sobretudo pelo PT e por seus aliados, por sua vez comprometidos com a promoção do totalitarismo ditado pelo Foro de São Paulo – organização fundada por Lula e por Fidel Castro para fomentar o socialismo-comunismo na América Latina.

Por isso o entusiasmo e engajamento do ex-Presidente Luiz Inácio, que tratou de convocar a militância petista para trabalhar em favor da referida proposta de reforma política (Cf. [http://youtu.be/q1X66PR3KZc]). Contudo, é lamentável o pacto que a CNBB firmou com a presidente Dilma Rousseff para impulsionar a proposta (Cf. [http://www.saladeimprensadilma.com.br/2014/08/25/dilma-sobre-campanha-vou-me-dedicar-a-esclarecer-os-mitos-e-a-discutir-propostas/]), uma vez que se trata de promover um esquema de poder de natureza expressamente condenada pela Igreja Católica:

“O comunismo é doutrina nefanda totalmente contrária ao direito natural” (Pio IX, “Qui pluribus”);

“O comunismo é intrinsecamente mau” (Pio XI, “Divini Redemptoris”);

[…] “[o socialismo] é incompatível com os dogmas da Igreja Católica, pois concebe a própria sociedade como alheia à verdade cristã” […] “Católico e socialista são termos antitéticos” […] “Socialismo religioso, socialismo cristão, são termos contraditórios. Ninguém pode ser, ao mesmo tempo, bom católico e verdadeiro socialista” (Pio XI, “Quadragesimo Anno”).

Congregação do Santo Ofício, 1949. (1) É permitido aderir ao partido comunista ou favorecê-lo de alguma maneira? Não. O comunismo é de fato materialista e anticristão; embora declarem às vezes em palavras que não atacam a religião, os comunistas demonstram de fato, quer pela doutrina, quer pelas ações, que são hostis a Deus, à verdadeira religião e à Igreja de Cristo […] (4) Fiéis cristãos que professam a doutrina materialista e anticristã do comunismo, e sobretudo os que as defendem e propagam, incorrem pelo próprio fato, como apóstatas da fé católica, na excomunhão reservada de modo especial à Sé Apostólica? Sim. – II. Congregação do Santo Ofício, 1959. É permitido aos cidadãos católicos, ao elegerem os representantes do povo, darem seu voto a partidos ou a candidatos que, mesmo se não proclamam princípios contrários à doutrina católica e até reivindicam o nome de cristãos, apesar disto se unem de fato aos comunistas e os apoiam por sua ação? Não, segundo a diretiva do Decreto do Santo Ofício de 1o. de Julho de 1949, n.1 [3865].

Nestes termos, nós, CATÓLICOS , cientes da fidelidade que a CNBB  tem à doutrina, aos princípios e às orientações da Igreja Católica Apostólica Romana; apresentamos nossa reivindicação para que a CNBB imediatamente RETIRE o seu apoio da proposta de reforma política apresentada pela “Coalizão pela Reforma Política Democrática” e com ele TODAS AS ASSINATURAS dos fiéis católicos que recolheu para legitimar essa iniciativa.

Pelos motivos expostos, solicitamos ainda que a Conferência dos Bispos abandone a campanha por um “Plebiscito Constituinte”. Trata-se de uma iniciativa do PT que foi inclusive incorporada à campanha de Dilma Rousseff, com as assinaturas entregues nas mãos da candidata (Cf. “Dilma recebe 7,5 mi de assinaturas por plebiscito para reforma política”, G1, 13 de Outubro de 2014 [http://g1.globo.com/distrito-federal/eleicoes/2014/noticia/2014/10/dilma-recebe-75-mi-de-assinaturas-por-plebiscito-para-reforma-politica.html]). Ela tem basicamente os mesmos agentes promotores do projeto de reforma política, e em essência o mesmo objetivo: fortalecer um vasto esquema de poder que contraria integralmente os princípios e orientações da Igreja Católica.

Sendo o que se apresenta para o momento, agradecemos pela atenção e esperamos que tal documento seja considerado pelos senhores durante essa assembleia e que possam ser reavaliados os passos já dados pela CNBB no que diz respeito a reforma política em curso.

Movimento Legislação e Vida 

Assine a petição clicando aqui

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Confira na íntegra em Fratres in Unum

 

Devocionário Nossa Senhora da Divina Revelação (ou Nossa Senhora do Apocalipse)

Quando a ameaça do comunismo continua evidente em nosso país, nada como refletirmos sobre a impressionante intervenção celestial da Virgem do Apocalipse (ou da Revelação) — conforme a própria Mãe do Senhor designou essa Sua invocação em Tre Fontane, Roma, no ano de 1947 — manifestando-Se ao então protestante comunista Bruno Cornacchiola, que nutria criminoso ódio para com a Igreja Católica e planejava assassinar o Papa.

Gruta de Nossa Senhora da Divina Revelação, em Tre Fontane, onde a Mãe do Senhor conquistou o coração do protestante comunista que se preparava para matar o Papa Pio XII.

Gruta de Nossa Senhora da Divina Revelação, em Tre Fontane, onde a Mãe do Senhor conquistou o coração do protestante comunista que se preparava para matar o Papa Pio XII.

Uma legítima intervenção da Santíssima Virgem tende a causar dois impactos: por um lado, desagrada as correntes progressistas católicas, por abalar seus fundamentos modernistas e macro ecumênicos, embasados no racionalismo e no cientificismo em detrimento da Fé.

Por outro lado, revigora o fervor das correntes tradicionais da Igreja, porque a Santíssima Virgem vem pessoalmente comprovar antigos dogmas milenarmente estabelecidos pelo Magistério e reforçar a integridade da natureza singular e salvífica das práticas e doutrinas católicas.

É o caso da intervenção da Virgem do Apocalipse (ou da Revelação), conforme a própria Mãe do Verbo designou essa Sua invocação em Tre Fontane, Roma, no ano de 1947, manifestando-Se ao então protestante comunista Bruno Cornacchiola, que nutria criminoso ódio para com a Igreja Católica e planejava assassinar o Papa.

Veja se esse material poderá ser útil a você. Se for, faça então sua parte e propague essa devoção a Jesus pelas mãos de sua Mãe Santíssima.
Baixe, leia, medite, reze, comente, copie e distribua o livreto abaixo.

Mordaça de gênero

(Levy Fidelix condenado por falar contra o homossexualismo)

Cale

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz | Presidente do Pró-Vida de Anápolis – Levy Fidelix, ex-candidato à Presidência da República pelo PRTB, foi condenado em 24/03/2015 pela juíza Flavia Poyares Miranda, da 18ª Vara Cível de São Paulo, a pagar uma indenização de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) por ter-se expressado contra o homossexualismo no debate eleitoral televisivo de 28/09/2014[1].

Ao defender a família natural, o candidato disse a Luciana Genro (candidata pelo PSOL) que “dois iguais não fazem filho” e que “aparelho excretor não reproduz”. Elogiou ainda o Santo Padre Francisco por ter punido um pedófilo e disse não ter medo de perder votos dos ativistas homossexuais: “Gente, vamos ter coragem, nós somos maioria, vamos enfrentar essa minoria e não ter medo de dizer que sou pai, mamãe, vovô”.

De todos os candidatos à Presidência de República nas eleições de 2014, Levy Fidelix foi, sem sombra de dúvida, o que mais corajosamente defendeu a vida, a família e os valores cristãos. No entanto, ao agir assim, ele desagradou os defensores do discurso “politicamente correto”. A consequência de sua coragem foi a condenação ao pagamento de uma fabulosa quantia destinada à reparação do “dano moral coletivo” infligido à população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Segundo a sentença, o dinheiro será usado pelo Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT em “ações de promoção de igualdade da população LGBT”.

O núcleo da sentença é o parágrafo seguinte:

Portanto, ao afirmar que “dois iguais não fazem filho” e que “aparelho excretor não reproduz”, comparando a homossexualidade à pedofilia, e que o mais importante é que a população LGBT seja atendida no plano psicológico e afetivo, mas “bem longe da gente”[2], respeitado entendimento diverso, o candidato ultrapassou os limites da liberdade de expressão, incidindo sim em discurso de ódio, pregando a segregação do grupo LGBT[3].

Como se vê, o fundamento da sentença não é jurídico, mas ideológico. A sentença baseia-se toda na ideologia de gênero, segundo a qual não existe um homem natural nem uma mulher natural nem uma família natural, mas é a sociedade quem atribui determinados papéis (“gêneros”) a cada sexo. A regra segundo a qual homens só se casam com mulheres e mulheres só se casam com homens é uma construção cultural (“heteronormatividade”) que precisa ser “desconstruída”. A repulsa natural que o ser humano sente diante de atos homossexuais é considerada puro “preconceito” (“homofobia”) digno de punição. A expressão verbal dessa repulsa é rotulada de “discurso de ódio”.

Curiosamente, no momento atual (ainda) não é politicamente correto apoiar a pedofilia. Comparar a homossexualidade à pedofilia (que é crime) teria sido uma ofensa de Levy Fidelix às lésbicas e aos pederastas. A juíza, porém, esqueceu que o ato homossexual também constitui crime punido pelo Código Penal Militar:

Pederastia ou outro ato de libidinagem

Art. 235. Praticar, ou permitir o militar que com ele se pratique ato libidinoso, homossexual ou não, em lugar sujeito a administração militar:

Pena – detenção, de seis meses a um ano.

Na verdade, homossexualismo e pedofilia estão de tal modo entrelaçados que é difícil, até no plano dos conceitos, separar um do outro. A própria palavra pederastia (“prática sexual entre um homem e um rapaz mais jovem”), também passou a significar, por extensão de sentido, a “homossexualidade masculina”[4]. Uma associação de pedófilos chamada NAMBLA (“North American Man/Boy Love Association” – Associação norte-americana de amor homem/menino) afirma que “a pederastia é a principal forma que adquiriu a homossexualidade masculina por toda a civilização ocidental”[5]. Fundada em 1978, por muito tempo a NAMBLA pertenceu à ILGA – Associação Internacional de Lésbicas e Gays – também esta fundada no mesmo ano. Em 1993 a ILGA alcançou o “status” de membro consultivo da ONU. A presença de um grupo explicitamente pró-pedofilia dentro da ILGA suscitou críticas quanto à presença desta última nas Nações Unidas. Por esse motivo, em 1994, a ILGA resolveu expulsar a NAMBLA de seus quadros[6]. A expulsão foi meramente estratégica, pois a ILGA sempre se opôs às “restrições de idade” para crianças e adolescentes praticarem atos sexuais com adultos.

Ao comparar a pedofilia ao homossexualismo, Levy Fidelix agiu coerentemente. Essa coerência faltou na Defensoria Pública do Estado de São Paulo (autora da ação civil pública contra o candidato), que pretende ao mesmo tempo rejeitar a pedofilia e defender o homossexualismo.

O mais preocupante é que os órgãos públicos, sobretudo após a ascensão do PT ao poder, tenham concentrado suas forças não em socorrer os homossexuais, mas em fomentar o homossexualismo.

Explico-me. A Igreja Católica sempre deu e continua dando assistência às mulheres prostitutas. Para este fim específico foi criada, por exemplo, a congregação das Irmãs do Bom Pastor. As religiosas procuram essas pobres mulheres a fim de salvá-las da prostituição. Não as incitam a se orgulharem de sua prática degradante nem buscam o reconhecimento legal de sua “profissão”. Os poderes públicos mereceriam aplausos se oferecessem ajuda aos homens e as mulheres homossexuais (praticantes) a fim de resgatar a dignidade que eles próprios aviltaram com seu comportamento. Restituir a virilidade aos homens e a feminilidade às mulheres é, sem dúvida, uma tarefa urgente para quem busca o bem da sociedade. Infelizmente nosso governo está longe de querer curar as feridas dos que contraíram o vício homossexual. Deseja que eles se orgulhem publicamente de seus atos contra a natureza e que a sociedade seja obrigada a encarar com naturalidade aquilo que é antinatural.

Apenas uma nota: a condenação de Levy Fidelix foi feita sem que haja qualquer lei que incrimine a chamada “homofobia”. Imagine-se a que nível chegariam as perseguições à família se tal lei fosse aprovada. E essa é uma das bandeiras do PT…

Manifestações de apoio a Levy Fidelix podem ser enviadas para: Avenida Miruna, nº 546, Moema, 04084-002 – São Paulo – SP, Tel: (11) 5096-1781 / (11) 5096-1052 E-mail: prtb@prtb.org.br.

[Assinem a petição em http://www.citizengo.org/pt-pt/signit/20222/view]

 

Anápolis, 7 de abril de 2015.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

 

[1] https://www.youtube.com/watch?v=eHZga5AwR5k

[2] O candidato não deseja manter distância das pessoas que sofrem com a tendência homossexual e desejam libertar-se delas. Sua repulsa dirige-se àqueles que se orgulham do vício que praticam e fazem passeatas cheias de obscenidades e ofensas aos símbolos religiosos.

[3] O inteiro teor da sentença está em http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/wp-content/uploads/sites/41/2015/03/doc_42291898-levy.pdf

[4] Dicionário Houaiss da lingual portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009, p. 1456.

[5] THORSTAD, David. Pederasty and Homosexuality, 26-06-1998, Cidade do México, in http://nambla.org/pederasty.html

[6] Cf. Against Paedophilia in http://ilga.org/about-us/against-paedophilia/

 

Summorum Pontificum no Brasil: Santa Missa em Montes Claros, MG.

montes-claros

LITURGIA TRIDENTINA – 28 de março, S. João Capistrano, C. † 1456

Nasceu na Itália de pais alemães, e entrou na Ordem de S. Francisco. Viajou pela Itália e pela Alemanha como pregador popular e por toda parte combateu as heresias com grande energia e ótimos resultados. À sua coragem e seus conselhos, deve-se grande vitória que os cristãos ganharam sobre os turcos, perto de Belgrado em 1456. Faleceu nesse mesmo ano. 

St. Johannes Capistranus

St. Johannes Capistranus

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LITURGIA TRIDENTINA – 27 de março, S. João Damasceno, C. Dr. † 754

Nasceu em 700 em Damasco é considerado o “Santo Tomás do Oriente”. Defendeu o culto das imagens sagradas nas igrejas, contra o conceito dos iconoclastas, heresia influeciada pelos muçulmanos. Por essa sua postura, João Damasceno foi perseguido e preso. O califa, induzido a acreditar que João Damasceno conspirava contra ele junto com os cristãos, mandou prendê-lo a aplicar-lhe a lei muçulmana: sua mão direita foi decepada, para que não escrevesse mais. Pela fé e devoção que dedicava à Santíssima Virgem tanto rezou que a Mãe do Senhor reconstituiu-lhe milagrosamente a mão e ele ficou curado. Inúmeras foram as orações, hinos, poesias e homilias que dedicou, especialmente, a Nossa Senhora. Através de sua obra teológica foi ele quem deu início à teologia mariana. Morreu no ano 749, segundo a tradição, no Mosteiro de São Sabas.

JoaoDamasceno

S. João Damasceno, ícone de Damasco (Síria), 19 c, atribuído a Ne’meh Naser Homsi, séc. XIX.

27Mar-A

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LITURGIA TRIDENTINA – 25 de março, Anunciação de Nossa Senhora

“Perguntou Maria, então, ao Anjo: Como se fará isso, se não conheço varão? Respondeu-lhe o Anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso também o Santo que nascer de ti, será chamado Filho de Deus”. (Lc 1, 26-38) 

Anunciatio

Entrando o Anjo onde ela estava disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo: bendita és tu entre as mulheres.

25Mar-A

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