Catolicismo Liturgia Gregoriana

Summorum Pontificum no Brasil: Santa Missa em Montes Claros, MG

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Fonte: Fratres in Unum.

SummorumPontificumMontesClarosMG

Advento Catolicismo

PREPARAÇÃO PARA O ADVENTO — Quinta-feira: Jesus atribulado durante toda a sua vida

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Sagrado Coração de Jesus. Clip-art web.
Sagrado Coração de Jesus. Clip-art web.
Pauper sum ego, et in laboribus a iuventute mea — “Eu sou pobre e vivo em trabalhos desde a minha mocidade” (Sl 87, 16).
Sumário. Jamais alguém amou Deus e a própria alma, como Jesus ama seu Pai e as nossas almas. Por isso é que Jesus, vendo desde o seio de Maria todos os pecados em particular e conhecendo tanto a injuria por eles feita ao Pai, como os males que deles deviam provir para as nossas almas, sofreu durante toda a sua vida, o martírio mais doloroso. Mas se Jesus se afligiu a tal ponto por pecados que não eram seus próprios, é mais do que justo que nós também nos aflijamos, que os havemos cometido.

 

I- Considera que todas as penas e ignomínias, que Jesus sofreu em sua vida e na morte, lhe eram presentes desde o primeiro instante da sua vida: Dolor meus in conspectu meo semper (Sl 37,18) — “A minha dor está sempre diante de mim”. Desde o berço Jesus começou a oferecer todas essas penas em satisfação por nossos pecados, principiando desde então a ser nosso Redentor. Ele mesmo revelou a um seu servidor, que desde o começo de sua vida até á morte sofreu, e sofreu tanto por qualquer um dos nossos pecados, que, se houvera tido tantas vidas quantos homens existem, teria morrido de dor igual número de vezes, se Deus não lhe tivesse conservado a vida para sofrer ainda mais. Oh! que martírio padeceu incessantemente o Coração amante de Jesus pela vista de todos os pecados dos homens! Ad quamlibet culpam singularem habuit aspectum, diz São Bernardino (S. Bernardinus Sen. t. II, serm. 56). Sim, desde que Jesus desceu ao seio de Maria, cada pecado em particular era-lhe presente, e cada pecado afligia-o imensamente.

Diz Santo Thomaz, que a dor causada a Jesus Cristo pelo conhecimento da injúria feita ao Pai e dos males do pecado resultariam para as almas tão amadas, excedeu a dor de todos os pecadores contritos. — Com efeito, nunca um pecador amou Deus e a sua alma como Jesus ama seu Pai e as nossas almas. Daí é que o Redentor sofreu, desde o seio de sua Mãe, a agonia, que depois padeceu no horto à vista de todas as nossas culpas, que tomara sobre si afim de satisfazer por elas. Pauper sum ego, et in laboribus a iuventute mea (Sl 87,16) — “Eu sou pobre, e vivo em trabalhos desde a minha mocidade”. Assim predisse o Salvador de si mesmo pela boca de Davi, que toda a sua vida seria um padecimento continuo. — Donde São João Crisóstomo concluí que nós não nos devemos afligir por outra coisa senão pelo pecado; e que, assim como Jesus passou toda a sua vida em aflição por causa dos nossos pecados, assim nós, que os havemos cometido, devemos estar possuídos de uma continua dor, pela lembrança de termos ofendido um Deus que nos amou tanto.

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Advento Catolicismo

NOVENA PARA A FESTA DO NATAL. Segundo dia. 17 de dezembro — Tristeza do Coração de Jesus no seio da Virgem Maria

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Fuga do Egito, 1627, Rembrandt. Óleo sobre painel. Musée des Beaux-Arts de Tours, Tours.  The Yorck Project
Fuga do Egito, 1627, Rembrandt. Óleo sobre painel. Musée des Beaux-Arts de Tours, Tours, região central da França. The Yorck Project
Hostiam et oblationem noluisti, corpus autem aptasti mihi — “Não quiseste hóstia nem oblação, porém me formaste um corpo” (Hb 10, 5).
Sumário. Tudo quanto Jesus Cristo padeceu no correr da sua vida, foi-lhe posto diante dos olhos quando ainda se achava no seio de sua Mãe; e Jesus aceitou tudo por nosso amor. Porém, naquela aceitação e na repressão da repugnância natural, ó Deus, que aflição devia experimentar o seu Coração! Se Jesus, embora inocente, desde principio da vida começou a sofrer por nós, não é justo que nós, que somos pecadores, padeçamos alguma coisa por seu amor e em desconto dos nossos pecados ?

 

I- Considera a grande amargura de que o coração de Jesus Menino devia sentir-se atormentado e oprimido no seio de Maria, quando no primeiro instante da encarnação o Padre Eterno lhe mostrou toda a série de desprezos, de dores e de angústias que no correr da sua vida deveria sofrer, afim de livrar os homens do seu estado de miséria. — Eis o que ele falou pela boca do profeta Isaías: Mane erigit mihi aurem — “Pela manhã (o Senhor) levanta-me o ouvido”. Isso é: No primeiro instante da minha encarnação, meu Pai me fez conhecer a sua vontade, que eu levasse uma vida de sofrimentos para ser finalmente sacrificado na cruz. Ego autem non contradico; corpus meum dedi percutientibus (Is 50, 6) — “Eu não contradigo; entreguei o meu corpo aos que me feriam”. Ó almas, aceitei tudo pela vossa salvação e desde então entreguei o meu corpo para receber os açoites, os pregos e a morte”.

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PREPARAÇÃO PARA O ADVENTO — Quarta-feira. Jesus, fonte de graças

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Adoração ao Menino de S. Bernardo. Filippo Lippi (1406-1469). Obra concluída cerca de 1459. Gemäldegalerie. Deutsch: Berlim.  The Yorck Project: 10.000 Meisterwerke der Malerei. Distributed by DIRECTMEDIA Publishing GmbH.
Adoração ao Menino de S. Bernardo. Filippo Lippi (1406-1469). Obra concluída cerca de 1459. Gemäldegalerie. Deutsch: Berlim. The Yorck Project: 10.000 Meisterwerke der Malerei. Distributed by DIRECTMEDIA Publishing GmbH.
Haurietis aquas in gaudio de fontibus Salvatoris — “Tirareis com gosto águas das fontes do Salvador” (Is. 12, 3).
Sumário. Consideremos as quatro fontes de graças que possuímos em Jesus Cristo. Ele é uma fonte de misericórdia, na qual nos podemos limpar de nossas imundícies; uma fonte de paz, que nos dá pleno contentamento; uma fonte de devoção, que nos faz prontos, na obediência à voz divina; afinal, uma fonte de amor, que nos abrasa no fogo do amor divino. Aproximemo-nos com confiança, e vamos frequentemente apagar a nossa sede nessas fontes inesgotáveis.

 

I- Considera as quatro fontes de graças que possuímos em Jesus Cristo, segundo a contemplação de São Bernardo. A primeira fonte e de misericórdia, na qual nos podemos limpar de todas as imundícies dos nossos pecados. O Redentor fez-nos manar esta fonte com as suas lágrimas e o seu sangue: Dilexit nos et lavit nos a peccatis nostris in sanguine suo (Ap 1,5) — “Ele nos amou e nos lavou de nossos pecados em seu sangue”.

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Quarta-feira das Têmporas do Advento

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MissaleTemporasQuartaFeiraTemporasAdventoTemporas

1. Por que são chamadas de Advento, as quatro semanas que antecedem a solenidade do santo Natal?
As quatro semanas que antecedem a festa do santo Natal são chamadas de Advento, que significa “que está para vir”, porque neste período a Igreja nos prepara para celebrar a memória da primeira vinda de Jesus Cristo a este mundo com o seu tempo de nascimento.

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NOVENA PARA A FESTA DO NATAL. PRIMEIRO DIA — DIA 16 DE DEZEMBRO. Jesus Menino consente em ser nosso Redentor

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Reprodução de óleo sobre tela, Cristo com espinhos, de Carl Heinrich Bloch, concluída antes de 1890.
Reprodução de óleo sobre tela, Cristo com espinhos, de Carl Heinrich Bloch, concluída antes de 1890.
Dedi te in Iucem gentium, ut sis salus mea usque ad extremum terrae . “Eu te estabeleci para luz das gentes, afim de levares a minha salvação até à ultima extremidade da terra” (Is. 49, 6).
Sumário. Muitos cristãos costumam neste tempo armar um presépio como representação do Nascimento de Jesus Cristo; mas bem poucos se lembram de preparar com atos de amor, o seu coração afim de que o divino Menino nele possa repousar. Do número destes também nós queremos ser. Por isso, afim de excitar-nos, desde o primeiro dia da Novena, a pagar com nosso amor o amor de Jesus Cristo, consideremos o amor que nos mostrou, incumbindo-se, desde o primeiro instante da sua conceição, de satisfazer por nós à divina justiça.

 

I- Considera como o Padre Eterno disse a Jesus Menino, no instante da sua Encarnação, estas palavras: “Dedi te in lucem gentium, ut sis salus mea (Is 49,6) Eu te estabeleci para luz das gentes, afim de salvá-las”. Meu Filho, eu te dei ao mundo para luz e vida das nações, afim de que lhes alcances a salvação, que eu estimo tanto como se fosse a minha própria. Mister é, pois, que te consumas todo inteiro, para o bem dos homens — Totus illi datus, totus in suos usus impenderis (S. Bern.). Mister é que desde o nascer sofras extrema pobreza, afim de que o homem se faça rico. Mister é que sejas vendido como um escravo, para impetrares ao homem a sua liberdade; que, como um escravo, sejas açoitado e crucificado, afim de pagares à minha justiça o que o homem lhe deve; mister é que dês o teu sangue e a tua vida, afim de livrares o homem da morte eterna. Em uma palavra, sabe que não te pertences mais a ti mesmo, senão aos homens. Assim, meu dileto Filho, o homem render-se-á ao meu amor; será todo meu, vendo que eu lhe dei o meu Unigênito, sem reserva alguma, e que nada mais me resta para lhe dar”. Sic Deus dilexit mundum, ut Filium suum unigenitum dar et (Jo 3,16) — “Tanto amou Deus o mundo, que lhe deu seu Unigênito”. Ó amor infinito, digno unicamente de um Deus infinito!

A semelhante proposta Jesus Menino não se entristece, antes, nela se compraz, aceita-a com amor e exulta: Exultavit ut gigas ad currendam viam (Sl 19,6) — “Deu passos como gigante para correr o caminho”. Desde o primeiro instante da sua Encarnação Jesus se dá todo ao homem, e abraça com alegria todas as dores e ignomínias que na terra teria de sofrer por amor dos homens.

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Atualidades

Totalitarismo de gênero

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(no Brasil e no exterior, ideologia de gênero causa perseguição)

Por Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz — Por ocasião da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013, foi distribuída aos jovens uma cartilha intitulada “Keys to Bioethics” (Chaves para a Bioética). Produzida pela Fundação Jéròme Lejeune e traduzida em diversas línguas, ela pretendeu ser um manual de Bioética para jovens, respondendo a questões atuais de maneira direta, objetiva e repleta de ilustrações. Um apêndice de oito páginas foi dedicado a explicar e refutar a “teoria do gênero”. A cartilha explica que, segundo essa ideologia, “a identidade sexual do ser humano depende do ambiente sociocultural e não do sexo – menino ou menina – que caracteriza cada ser humano desde o instante da concepção. […] A nossa identidade feminina ou masculina teria muito pouco a ver com a realidade do nosso corpo, e de fato nos seria imposta pela sociedade. Sem outra escolha, desde a mais tenra infância cada pessoa interiorizaria o papel que supostamente deve desempenhar na sociedade na condição de mulher ou de homem”. Após a explicação, vem a crítica: “A teoria de gênero subestima a realidade biológica do ser humano. Reducionista, supervaloriza a construção sociocultural da identidade sexual, opondo-a à natureza”.

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Advento Catolicismo

PREPARAÇÃO PARA O ADVENTO — Terça-feira. No inferno sofre-se sempre

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Cruciabuntur die ac nocte in saecula saeculorum — “Serão atormentados dia e noite pelos séculos dos séculos” (Ap 20, 10).
Sumário. Consideremos que o inferno é um cárcere tristíssimo, no qual se solfem todas as penas, e todas elas eternamente. De sorte que passarão cem anos, passarão mil, e o inferno apenas terá começado. Passarão cem mil séculos, passarão cem milhões, e o inferno estará ainda no seu princípio. Ora, esse inferno nos está também preparado, se não nos aplicarmos ao serviço de Deus, se o ofendermos pelo pecado. Quantos dentre os que, como nós, meditaram nesse horroroso cárcere, estão agora nele queimando para sempre!

 

Inferno, da Divina Comédia de Dante (Folio 1v) de Bartolomeo Di Fruosino, ouro e prata em pergaminho, concluída entre entre 1430 e 1435. Bibliothèque nationale de France. Web Gallery of Art.
Inferno, da Divina Comédia de Dante (Folio 1v) de Bartolomeo Di Fruosino, ouro e prata em pergaminho, concluída entre entre 1430 e 1435. Bibliothèque nationale de France. Web Gallery of Art.

I- Considera que o inferno não tem fim ; sofrem-se nele todas as penas, e todas elas eternamente. De sorte que passarão cem anos de sofrimentos, passarão mil, e o inferno terá apenas começado. Passarão cem mil, cem milhões, mil milhões de anos e de séculos, e o inferno estará ainda no seu principio. — Se um anjo fosse nesta hora dizer a um réprobo que Deus o quer livrar do inferno, mas quando? quando tiverem passado tantos milhões de séculos quantas são as gotas de água, as folhas das arvores, e os grãos de areia que existem no oceano e na terra, vós haveríeis de ficar pasmos; mas a verdade é que aquele réprobo sentiria mais alegria com tal notícia do que vós se vos dessem a notícia de haverdes sido eleito rei de um grande reino. Sim, porque o réprobo diria consigo: É verdade que devem passar tantos séculos, mas chegará o dia em que terminarão. Porém, os séculos hão de passar, e o inferno estará no seu princípio; suceder-se-á tantas vezes igual número de séculos, quantos são os grãos de areia, as gotas de água, as folhas das árvores, e ainda o inferno estará no seu princípio. — Cada réprobo de boa vontade proporia a Deus esta condição: Senhor, aumentai as minhas penas tanto quanto vos aprouver; prolongai-as tanto quanto for da vossa vontade, mas ponde-lhe um termo qualquer dia e ficarei contente. Mas não, esse fim nunca chegará.

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16 de dez. S. Eusébio, B.M. † 370, sd. — R

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Eusebio16Dezembro

Advento Catolicismo

PREPARAÇÃO PARA O ADVENTO — Segunda-feira. Jesus Menino toma sobre si todos os pecados dos homens

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Iustificabit ipse iustus servus meus multos, et iniquitates eorum ipse portabit — “O meu servo justo justificará muitos, e tomará sobre si as iniquidades deles” (Is. 53, 11).
Sumário. Jesus Cristo quis não somente tomar a aparência de pecador, senão ainda tomar sobre si todos os pecados dos homens e satisfazer por eles, como se fossem os seus próprios. Desde criança viu em particular todos os pecados de cada um de nós, e aquela vista cruciou-lhe a alma muito mais, do que em seguida a crucifixão e a morte crucificaram-lhe o corpo. Eis aí a bela maneira de que recompensamos o amor de nosso divino Salvador.

 

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Adoração do Menino, 1620. Gerard van Honthorst. Óleo sobre tela. Uffizi Gallery. Web Gallery of Art.

I- Considera que o Verbo divino, fazendo-se homem, não somente quis tomar a aparência de pecador, mas ainda tomar sobre si todos os pecados dos homens e satisfazer por eles, como se fossem os seus próprios: Iniquitates eorum ipse portabit — “Tomará sobre si as iniquidades deles”. Acrescenta Cornélio a Lapide: ac si ipse ea perpetrasset — “como se ele mesmo as tivesse cometido”. — Consideremos aqui como o Coração de Jesus Menino, já então carregado de todos os pecados do mundo, se devia sentir oprimido e angustiado, vendo que a justiça divina exigia dele plena satisfação. Ele conhecia bem a malícia de cada pecado, por quanto na luz da Divindade que sempre o acompanhava, conhecia, imensamente melhor do que todos os homens e todos os anjos, a bondade infinita de seu Pai, e o seu infinito direito a ser respeitado e amado. E via diante de si, como que em longas fileiras, uma multidão inumerável de pecados, a serem cometidos por aqueles mesmos homens, pelos quais deveria padecer e morrer.

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